Wednesday, February 28, 2007
Um castelo para uma lua...
Uma palma de mão suave e forte, gesticula marionetas para acordar o seu próprio percurso.
Um olhar num espelho, uma íris particular vê um bobo de si mesma.
Baixa os olhos e sussurra imagens, lança com o calor da sua voz fogo ao artifício de si mesma.
Dá um passo e afasta-se do espelho. Senta e recorta-se em pedaços de madeira, experimenta a sua própria seiva. Desamarra as cordas que tal como amarram piões prendem os seus rodopios aos murmúrios e ideias nocturnas.
No fundo tem sorrisos encadeados que se estendem em acordeões de sentimentos.
Um olhar num espelho, uma íris particular vê um bobo de si mesma.
Baixa os olhos e sussurra imagens, lança com o calor da sua voz fogo ao artifício de si mesma.
Dá um passo e afasta-se do espelho. Senta e recorta-se em pedaços de madeira, experimenta a sua própria seiva. Desamarra as cordas que tal como amarram piões prendem os seus rodopios aos murmúrios e ideias nocturnas.
No fundo tem sorrisos encadeados que se estendem em acordeões de sentimentos.
No fundo, bem lá no fundo, tem também um castelo e sopra para encher a lua.
A ouvir: Isobel Campbell and Mark Lanegan "Saturday´s Gone"
Lilac Wine
27 de Fevereiro de 2007. Sete e meia da tarde. Rato. Sinal vermelho. Na radio...nina simone...lilac wine... e agora Jeff Buckley...
Lilac Wine...
I lost myself on a cool damp night
I gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree
I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see
And be what I want to be
When I think more than I want to think
Do things I never should do
I drink much more that I ought to drink
Because it brings me back you
Lilac wine is sweet and heady,
Like my love
Lilac wine, I feel unsteady,Like my love
Listen to me,
I cannot see clearly
Isnt that she, coming to me
Nearly here
Lilac wine is sweet and heady,
Wheres my love
Lilac wine, I feel unsteady,
Wheres my love
Listen to me, why is everything so hazy
Isnt that she, or am I just going crazy, dearLilac wine,
I feel unready for my love
Feel unready, for my love.
Friday, February 23, 2007
Um instante de dois....
Pelas palavras de Cibelle "Um instante de dois" conta a história de um homem apaixonado que costumava muitas vezes tomar chá com a mulher que amava...
Um dia ela decidiu ir embora e ele...ele continou a tomar chá...
Pois é... pequenas coisas conseguem recolher muitos instantes da vida...
E a Cibelle deu-nos um grande, grande instante...
Thursday, February 22, 2007
Intimidade das horas...
Existem horas íntimas
Em que a noite ao parir a lua
Derrama estrelas
E mascaramo-nos com a morte do tempo
Aconchegamo-nos em cobertores
Afagamos a noite com a mascara da serenidade
Tudo parece próximo
E não há lágrimas que se perdem
Mas lágrimas que sorriem
A horas indevidas, a horas intimas
Existem lugares que são marimbas
E Flautas mágicas que embriagam a vida
Existem momentos que apenas são momentos
E o sangue, o sangue circula intimamente como a luz no escuro
A ouvir: Jeff Buckley " Lilac Wine"
Em que a noite ao parir a lua
Derrama estrelas
E mascaramo-nos com a morte do tempo
Aconchegamo-nos em cobertores
Afagamos a noite com a mascara da serenidade
Tudo parece próximo
E não há lágrimas que se perdem
Mas lágrimas que sorriem
A horas indevidas, a horas intimas
Existem lugares que são marimbas
E Flautas mágicas que embriagam a vida
Existem momentos que apenas são momentos
E o sangue, o sangue circula intimamente como a luz no escuro
A ouvir: Jeff Buckley " Lilac Wine"
Uma arpa...
Sonhei que tinha uma arpa e que a tocava para a minha cidade
Sonhei que alguém ouvia, se comovia e se deixava perder nas ruas...
E as nuvens negras que se tocavam continuavam a esconder o som da chuva...
A ouvir: Sufjan Stevens " For the widows in the paradise..."
Sonhei que alguém ouvia, se comovia e se deixava perder nas ruas...
E as nuvens negras que se tocavam continuavam a esconder o som da chuva...
A ouvir: Sufjan Stevens " For the widows in the paradise..."
Tuesday, February 20, 2007
A ouvir...
Na véspera de não partir nunca
Ao menos não há que arrumar malas
Nem que fazer planos em papel,
Nem que fazer planos em papel,
Com acompanhamento involuntário de esquecimentos,
Para o partir ainda livre do dia seguinte.
Não há que fazer nada
Na véspera de não partir nunca.
Grande sossego de já não haver sequer de que ter sossego!
Grande tranqüilidade a que nem sabe encolher ombros
Por isto tudo, ter pensado o tudo
É o ter chegado deliberadamente a nada.
Grande alegria de não ter precisão de ser alegre,
Como uma oportunidade virada do avesso.
Há quantas vezes vivo
A vida vegetativa do pensamento!
Todos os dias sine linea
Sossego, sim, sossego...
Grande tranqüilidade...
Que repouso, depois de tantas viagens, físicas e psíquicas!
Que prazer olhar para as malas fítando como para nada!
Dormita, alma, dormita!
Aproveita, dormita!Dormita!
É pouco o tempo que tens! Dormita!
É a véspera de não partir nunca!
A ouvir: Margarida Pinto " Na véspera de não partir..."
Tuesday, February 13, 2007
Depois de "Quando regressares, não importa a data a minha cama acomodar-se-á à tua velhice" e de "Atenção ao Dominio das coisas esquecidas", por fim "Eu chamo-me Erik Satie como toda a gente"....há nomes que preenchem e dão sentido ao anonimato da humanidade...
Algumas frases escritas nos azulejos "Da Mariquinhas"....um bar que é uma livraria de poesia...
A ouvir: Erik Satie....
Friday, February 09, 2007
O mundo inteiro...
Porque há anseios que querem ser sonhos e apontamentos que querem ser música
Porque o mundo não quer ser redondo, mas quer ter a forma de eternidade
Porque há estradas sem viagens
Vidas sem nome e palavras com poesia
Cemitérios de erros onde a memória é amante do esquecimento
Porque por vezes tudo o que apetece é ter uma flor em vez do coração
Viver à luz da sua cor quando essa cor se torna o nosso chão
E porque existem desejos que são perfeitos
Levo o meu mundo em busca do mundo inteiro.
Porque o mundo não quer ser redondo, mas quer ter a forma de eternidade
Porque há estradas sem viagens
Vidas sem nome e palavras com poesia
Cemitérios de erros onde a memória é amante do esquecimento
Porque por vezes tudo o que apetece é ter uma flor em vez do coração
Viver à luz da sua cor quando essa cor se torna o nosso chão
E porque existem desejos que são perfeitos
Levo o meu mundo em busca do mundo inteiro.
A ouvir: Beirut "After the curtain"
Monday, February 05, 2007
"Breathe Me"...SIA
Simples, intenso, bonito, arrepiante...Algo que gostava de partilhar...
Vale bem a pena ver também os ultimos nove minutos de sete palmos de terra...
Simples, intenso, bonito, arrepiante...Algo que gostava de partilhar...
Vale bem a pena ver também os ultimos nove minutos de sete palmos de terra...
Sunday, February 04, 2007
Domínio das Coisas Esquecidas...
Nunca esquecer o domínio das coisas esquecidas.
Um conselho.
Uma duvida.
A quem pertence o domínio das coisas esquecidas?
Respostas.
Falta de respostas.
Nunca esquecer o domínio das coisas esquecidas.
Recordam-se quando as pensamos ter como esquecidas.
Faltam-nos quando as pensávamos lembradas.
Viajam num domínio onde queremos ter um lugar.
O domínio das coisas esquecidas.
Uma dúvida.
Onde está o domínio das coisas esquecidas?
Respostas.
Veios das calçadas.
Dedadas nos espelhos.
Serpentinas rasgadas.
Bolas de sabão desfeitas no ar.
A lama que sobrou nos sapatos.
Falta de Respostas.
Nunca esquecer o domínio das coisas esquecidas.
Um conselho.
A ouvir: Devendra Branhart "Autumn´s Child"
Thursday, February 01, 2007
Um lugar perto...
Sempre pensei ser fácil escalar, subir e descer montes em busca de uma qualquer parte do mundo.Da minha janela e aos meus cinco anos, calculava atravessar fronteiras em dez minutos.O mundo era um lugar perto. Apercebi-me que o mundo continua a ser um lugar bem perto e a vida um lugar bem longe....
A ouvir: PJ Harvey: Send his love to me